sábado, 1 de setembro de 2012

Ops! Inadvertidamente não coloquei o nome do Jorge dentre os componentes do meu grupo não foi a minha intenção desconsiderar a sua inefabilidade. ernesto.

-A RAINHA MAB -

Boas noite nobre professora Cielo e caros colegas deste derradeiro semestre, eis me aqui,de livre e espontânea obrigação a estragar esta bela página blogeristica, criada caprichosa e caprichadamente pela nossa amada alessandra que para variar(sem trocadilho) está de para-bénsas." Acompanham me neste acadêmico esforço,a quadrilha de seis formada pelos inefáveis: Fernanda,Antoniel,André,Marcos e quem vos escreve(tão destalentosamente) Ernesto.é inútil dizer que a pagina de um Blog nos convida a escrever de modo despropositado se a finalidade é acadêmica ou não,ainda mais quando os ponteiros do relógio apontam para o inicio de um novo dia.esperando não ter ferido sensibilidades morfo sintáticas gramaticas e dramáticas, vou falar,agora é prá valer,sobre a Rainha Mab, ou será a Rainha Má? A Rainha Mab é a Rainha das Fadas , segundo a lenda foi ela quem ensinou o mago Merlin a sua magia ,Mab Rainha das fadas da antiga religião Celta, que junto a sua irmã a “Dama do lago” fazem parte da velha tradição Céltica, comenta se que a Rainha Mab é aquela que traz os sonhos e através destes dá esperança e felicidade ; o seu véu azul tem efeito balsâmico quando cobre o rosto do homem que sofre (segundo um trecho do poema de Ruben Dario) aliviando suas dores e trazendo alegria e esperança.Capaz de revelar o passado presente e futuro, é quem trança as crinas dos cavalos de Elfo e deixa nos lares humanos duendes com aparência de nenês quando os rouba. Mab(culpável deste trabalho bloguistico) foi magistralmente descrita no discurso que Mercucio Profere na peça do universal Shakespeare.É bom que se saiba que este discurso –que fala da MAb- é motivo de amplo estudo dos especialistas em Shakespeare e um rito de passagens para os estudantes da matéria, pois a fala está cheia de simbolismo e imagens alegóricas , ainda que numa entretida leitura possa parecer que em pouco contribui com o desenvolvimento da peça.Não sei se é conveniente dizer que Mab (também é uma gíria para prostituta)e que não é bom quando está de mal humor, atazana a cabeça da mulheres que sonham com “beijos” e a sua imagem tem apelo sexual,(embora ela seja pequenininha)ao modo como ela é mostrada nos desenhos e na leitura que possa se fazer da fala de Romeu quando secreta para o amigo: -ontem tive um sonho “fumegante”- tem leituras que dizem que aquele “sonho” e induzido por drogas quando Romeu diz: Paz, paz Mercucio! Paz! ROMEU - Tive um sonho esta noite. MERCÚCIO - Oh! Eu também. ROMEU - Sobre quê? MERCÚCIO - Sonho algum verdade tem. ROMEU - Quando dormimos tudo neles cabe. MERCÚCIO - Oh! Visitou-vos a Rainha Mab. BENVÓLIO - Quem é a Rainha Mab? MERCÚCIO - É a parteira das fadas, que o tamanho não chega a ter de uma preciosa pedra no dedo indicador de alta pessoa. Viaja sempre puxada por parelha de pequeninos átomos, que pousam de través no nariz dos que dormitam. As longas pernas das aranhas servem-lhe de raios para as rodas; é a capota de asa de gafanhotos; os tirantes, das teias mais sutis; o colarzinho, de úmidos raios do luar prateado. O cabo do chicote é um pé de grilo; o próprio açoite, simples filamento. De cocheiro lhe serve um mosquitinho de casaco cinzento, que não chega nem à metade do pequeno bicho que nos dedos costuma arredondar-se das criadas preguiçosas. O carrinho de casca de avelã vazia, feito foi pelo esquilo ou pelo mestre verme, que desde tempo imemorial o posto mantém de fabricante de carruagens para todas as fadas. Assim posta, noite após noite ela galopa pelo cérebro dos amantes que, então, sonham com coisas amorosas; pelos joelhos dos cortesãos, que com salamaleques a sonhar passam logo; pelos dedos dos advogados, que a sonhar começam com honorários; pelos belos lábios das jovens, que com beijos logo sonham, lábios que Mab, às vezes, irritada, deixa cheios de pústulas, por vê-los com o hálito estragado por confeitos. Por cima do nariz de um palaciano por vezes ela corre, farejando logo ele, em sonhos, um processo gordo. Com o rabinho enrolado de um pequeno leitão de dízimo, ela faz coceiras no nariz do vigário adormecido, que logo sonha com mais um presente. Na nuca de um soldado ela galopa, sonhando este com cortes de pescoço, ciladas, brechas, lâminas de Espanha e copázios bebidos à saúde, de cinco braças de alto. De repente, porém, estoura pelo ouvido dele, que estremece e desperta e, aterrorado, rezauma ou duas vezes e, de novo, põe-se a dormir. É a mesma Rainha Mab que a crina dos cavalos enredada deixa de noite e a cabeleira grácil dos elfos muda em sórdida melena que, destrançada, augura maus eventos. Essa é a bruxa que, estando as raparigas de costas, faz pressão no peito delas, ensinando-as,assim, como mulheres, a agüentar todo o peso dos maridos. É ela, ainda... ROMEU - Paz, Mercúcio! Paz! Muito Obrigado pelo espaço e Até. 


texto adaptado de
http://vestidosestruturados.blogspot.com.br/
acesso em 02\09\2012 ás 02:09